Adriane
Bulhões
Investigadora em Ciências da Terra. Bahia, Irlanda, Nova Zelândia.
Foto na natureza, em breve
Cresci entre
raízes e maré.
Desde criança gostei de geologia. Os vulcões, as rochas, a ideia de que aquilo que pisamos tem camadas e idade. Cresci em Salvador e passava as férias na Ilha de Bom Jesus dos Passos, onde a minha família é de marisqueiros e pescadores. Foi ali que ganhei o amor pelo oceano, que nunca mais me deixou.
O interesse pela geologia veio por conta própria, cedo. Ia aos museus de história natural ver as rochas expostas, e ainda hoje, quando chego a um país novo, procuro logo a sua geologia e os seus museus. Gostava de estar perto daquilo, mesmo sem saber ainda o que fazer com esse interesse.
Foi na Chapada Diamantina, antes da universidade, que percebi que queria trabalhar com isto. O planalto de quartzito, as cavernas, o tempo geológico visível na rocha. Saí de lá com a questão já decidida.
Na universidade o interesse ganhou método. Tenho formação em Ciências e Tecnologia pela UFBA, com disciplinas em Ecologia, Oceanografia, Ciências da Terra e Geologia. Lembro de passar nos corredores e parar diante das amostras de rocha expostas, com a mesma curiosidade que tinha nos museus em criança. Tenho também pós-graduação em Desenvolvimento Web Full Stack, que uso para trabalhar com dados, visualização e automação.
Depois da universidade vivi na Irlanda, e agora em Waiheke Island, na Nova Zelândia, onde a geologia vulcânica costeira me dá uma nova forma de ver as mesmas perguntas. Três países, três relações diferentes entre uma comunidade e o seu ambiente. Isso mudou bastante a forma como penso a ciência.
O oceano e a rocha foram as paixões da minha infância, e continuam a ser o centro do que estudo.